Eu queria poder voar, ter asas... Queria correr rapidamente até a mais alta montanha e me atirar de braços abertos, sentir a liberdade. Abrir as minhas, então formadas, asas e fechá-las lentamente, sentindo delicadamente a brisa tocar por entre cada pena que compõe o meu novo atrelo.
Voaria até os mais belos lugares, pousaria. Admiraria cada belíssima paisagem deste mundo, até mesmo as mais exóticas e desconhecidas pelo homem(por algum motivo).
Queria poder sentir o que é o prazer da liberdade extrema, de sentir-se mais leve que qualquer outra forma física da terra. Sentir-se como uma folha de papel caindo vagarosamente da mesa exibindo sua formosura em cada jogo que dá de equilíbrio para sustentar-se no ar pelo maior tempo possível, até ajeitar-se sobre uma superfície qualquer.
É estranho como certas sensações foram simplesmente impedidas ao homem. E por que será?
Por que o homem destrói? Por que o homem é descontente em somente provar o gosto do novo? Por que ele quer sempre mais que isso? Quer saber sempre o porquê, o pra quê e se é possível obter alguma lucratividade em cima disso?
A mente humana é podre e totalmente limitada, se o homem em algum momento da sua existência tivesse respeitado a fronteira entre o ver, sentir e o saber as origens, talvez a mente humana tivesse se desenvolvimento muito mais.
O homem explora, mas explora demais, tanto explora que desgasta e nos deixou viver, hoje, em um meio ambiente onde as condições de vida são cada vez menores, a probabilidade de existência na terra é cada vez mais redutiva. E ainda cogitam a possibilidade de habilitar em Marte.
Aloooouu homens da Terra, o sistema solar tem apenas 8 planetas! Plutão que foi esperto e fugiu da órbita antes que vocês o ameaçassem de alguma forma. Vocês acham que são os mais inteligentíssimos seres do universo? Vocês acham que vão habitar em Marte e por isso deixam a Terra cair em devastação?
Assim teremos apenas mais 7 planetas à habitar e irá diminuindo até quando? Por que não simplesmente contentar-se com o que se tem e apenas admirar a beleza e delicadeza do que ainda temos. E por que não, também, ao invés de adaptarmos um novo planeta, porque não tentamos reajustar o nosso? Aqui é nossa casa, será aqui onde ainda criaremos asas e voaremos! Afinal a nossa vida não é eterna, mas ainda tem-se fé!
Eu acredito!
GEDIEL, Camila. Matemática do bom senso. 2009.
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