Escrever não é contar, é sim deixar-se transcrever os pensamentos mais ocultos que por muitas vezes não queremos, ou, tampouco, temos coragem de falar. É sentir liberdade, é não culpar-se pelos que os dedos levianos que vão levando traduções aos leitores. As traduções mais absurdas, os pensamentos mais malucos, as idéias mais inimagináveis.
Escrever é não ter medo de explicitar suas idéias e pensamentos, suas filosofias e ideologias. Escrever não deixa de ser um falar. Escrever é uma fala desenhada, é traduzir em traços meias palavras. É a soma de um lápis, uma folha de papel e os pensamentos que fogem aos olhos de até mesmo o próprio escritor.
Muitas vezes começamos um texto sem saber o fim, sem saber o meio. E, é esquisito, mas, como este próprio texto, comecei a escrevê-lo sem saber como iniciar sequer a primeira frase. Deixei transcorrer tudo que se passava na minha cabeça, deixei meus dedos guiarem os poucos pensares que se passam na minha cabeça e que finalizam este parágrafo.
Veja novamente que, sem muito refletir iniciei um novo parágrafo, você está aí lendo e pensando: Meu Deus, que menina louca. Qual o propósito disso afinal. E ao final você descobre que, talvez, não sei(pois ainda não sei o final)... Mas nesse fim pode ser que nem um propósito tenha, pois a propósito, sobre o que é este texto mesmo?
Imaginação. Palavras. Sentidos. Falas. Pensamentos. Traduções. Dedos. Mãos. Expressão. O quê? Sem saber por que comecei tampouco o porquê que assim acabei, finalizo este texto, sem mais, nem menos.
Não sou louca o suficiente para explicar, tampouco lúcida o suficiente para entender.
GEDIEL, Camila. Nem Mesmo Eu Entendo. 2010.
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