É na tua ausência de tudo começa: saudade, frio, carência. Eu tropeço, me esqueço, tentando não pensar em ti. Sinto saudade do beijo, do gosto e aquele desejo, que é tão forte que eu me nego a falar.
É a vontade de me afogar no mar da tua cama. É a soma das estrelas do céu do teu quarto. É a brisa que toca meu corpo quanto tu te movimenta pelos lençóis. É o verão do teu corpo, o inverno da tua ausência, o outono da despedida e a primavera de estar em teus braços de novo.
Saudade é tudo que eu consigo resumir. Vontade, desejo, é um gostar de ter-te aqui. Querer-te por tempo indeterminado, ou talvez pra sempre, ao meu lado. É um coração que chora quando vê a despedida, mas, contudo engole cada lágrima pois necessita mostrar-se forte.
É no teu silêncio que eu me apego, é aos teus beijos que eu me entrego. No teu abraço, me desfaço, dou um nó, sonhando ficar ali pra sempre a realidade me obriga a acordar. Desperto penso em ti, logo já sinto vontade de sonhar.
Queria poder fazer contigo tudo que o meu corpo pede, minha mente deseja e meus instintos controlam. Queria poder perder o controle uma vez e mostrar-te apenas um dos mais belos arco-íris que posso te dar. Queria não precisar mais sonhar, queria começar a realizar. Contudo, me contenho, pois meus passos necessitam dos teus pés.
Eu tenho um mundo a te dar. Um infinito-finito que só eu posso te mostrar. É um arco-íris, um por do sol, um nascer do sol a raiar. É uma brisa, um sentimento tão indescritível que até posso dizer-te: Me abrace, abra os braços e deixa comigo, que eu te ensino a voar.
GEDIEL, Camila. Abra os braços. 2010.
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