Uma vez que eu li que gostar de uma pessoa no fundo, no fundo, não é a gente que escolhe. É a convivência, é o conhecer sobre o outro. O simples encantar-se pelo diferencial que o outro tem.
É a forma como ele arregala os olhos quando ri. O jeito desengonçado como ele caminha. A maneira como ele, quando de costas, olha sobre os ombros. É como seu rosto fica perfeito quando ele fica sem jeito. É a timidez dele que encanta.
É a forma como ele se joga na cama depois do banho e tenta me acordar pela manhã. É o carinho que eu recebo no meio da noite e às vezes ainda finjo estar dormindo só para sentir a bondade com que ele me toca enquanto ainda está acordado.
É como ele parece um bebe quando deita de costas pra mim. É o jeito como eu me aqueço e me perco no abraço dele. A forma como ele me cobre do frio.
São as maneiras como ele brinca comigo, ou sua gentil forma de chamar minha atenção com qualquer coisa. Seja com um cochicho, com um empurrãozinho, ou com um simples ‘Oi’.
Eu não gosto dele pela sua altura, pela roupa que usa, pelo que tem ou que deixa de ter. Estilo, tamanho e bens materiais todo mundo têm. Porém, aquele jeitinho, com tantos detalhezinhos e parênteses, só ele têm.
É o jeito como ele se encaixa em mim. A força suave com que me abraça que me faz sentir vontade de ficar ali pra sempre. São os desejos que, inocentemente, ele coloca na minha mente sem perceber.
É o cabelo que até mesmo despenteado o deixa ainda mais lindo. Aquele jeitinho de falar, que vem lá de fora. A forma como ele consegue ser encantador quando quer. E quando ele não quer, como ele simplesmente consegue me irritar de uma forma tão simpática.
E, como até mesmo de cara enrugada, quando brabo, fica ainda mais perfeito. É a vontade que ele coloca em mim de sair correndo atrás dele quando ele se diz zangado e me dá as costas.
É o brilho do olhar, o jeito de sorrir, a forma de falar. É aquela pele gostosa de deixar-se tocar. Aquele cheirinho que só ele tem. Aquelas pintinhas no rosto e no corpo que dá vontade de beijar uma a uma. A forma como ele me faz sorrir, só ele tem.
É alguma coisa nele que faz bater mais forte em mim. É a minha atenção que ele rouba sem vergonha nenhuma e ainda me abana dando tchau, sem sequer preocupar-se com a saudade que fica.
É um querer, muito mais que somente querer. É a necessidade de ter, não pra sempre, mas sempre enquanto eu poder.
É pensando nele que eu concluo que mais vale morrer cedo por saber amar, do que morrer tarde, sem saber o que é ser feliz de verdade.
GEDIEL, Camila. Morrer de Amor. 2010.
Escrito em 17 de Agosto de 2010, às 23:43.
Mimis, que texto lindo!!!!
ResponderExcluirTu traduziu meus pensamentos.
O mais lindo de todos que tu já escreveu. Beijos, te amo!
LINDO!
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