Enrubesço-me ao encontro dos teus olhos. Logo tu, que sabias teres me deixado sem jeito, devolve-me um sorriso jocoso. Meu coração, inaudível, bate descompassado. Atônita, meneio-me para longe de ti.
Ao compungir-me pela distância que me obriguei a manter de ti. Taciturna, entrego-me ao desejo de olhar-te de novo. Num ímpeto de saudade e querer tanto encontrar-te, em primazia fechos meus olhos e me vejo a sonhar.
Um sentimento inócuo, verdadeiro, é tudo que eu tenho a lhe dar. Tento sobrepujar os maiores sonhos, tento trazer o melhor e mais sincero amor para entregar-te. Contudo só te vejo a alargar os lábios. Enrubesço-me sem saber o que responder ao brilho do teu olhar.
Então, sem saber se este é um gesto de altruísmo ou se é aquilo tudo que eu preciso ouvir. Nessa espera eu entrego-me mais uma vez em silêncio esperando a resposta do teu compasso.
GEDIEL, Camila. O Compasso. 2010.
Escrito no dia 26/07/2010 às 23:44.
Te puxando, hein?!
ResponderExcluirGostei! Beijão.