quinta-feira, 22 de julho de 2010

Fora de contexto




Então ta né, já que é pra falar de contrato. Por que não falar do Casamento? Ok, droga! O acesso ao blog caiu 89%, obrigada mulheres que ainda ficaram por aqui, mas tolos foram os homens que não se aventuraram até o fim.

Pra variar, eu do contra de novo! Ah! Nem pense em me criticar e dizer que eu fujo da regra 'Mulherzinha' de ser, não sou feminista, odeio machistas eu sou mesmo é realista. E ousem me acusar quem quiser, esse blog é uma exposição total de idéias e aqui vai mais uma, esta porém sobre o bendito CASAMENTO!

Até eu me arrepiei agora.

Ter alguém ao lado é bom? É, é ótimo se há reciprocidade, sentimento e respeito. Agora se existe só interesse, me desculpe, mas troca a ficha, vira o disco e joga esse 'serzinho' fora minha filha a não ser que a tua idéia seja só curtição.

A melhor parte em um relaciomento a dois, digo de amor, é o companheirismo e o respeito, é a base, é o que sustenta, é o que mantém. Contudo as pessoas sempre descontentes do que tem e movidas pelo interesse sempre achando uma nomenclatura para um tempo de relacionamento e sentimento. Começa com o namorado, vai pro noivado depois o (aiai) casamento.

Ok, eu confesso! Acho lindaaaa a cerimônia, morro de chorar ver aqueles dois pombos apaixonados num altar. COISAMAISLINDADOMUNDO! Porém, minha idéia é diferente. Pra variar, desculpe! Acho que vou até mudar o título do blog de "Café com Chantily" para "Nada comum". Péssimo né? Um dia eu acerto o nome. Bom, voltando...

Eu idealizo uma cerimônia sim, como toda boa mulher. A minha não exige papel, nem regras, nem nada. Apenas a família, um cara bacana pra ler o Corintíos 13 e tudo isso ao som do mar, com um Jack Johnson ao fundo tocando "Angel", ou Oasis com um Wonderwall, também ficaria perfeito. Isso a beira-mar, num pôr do sol de verão, numa ilha linda, aquela coisa de cinema, só para ter fotos e dizer: Eu tive uma cerimônia lindíssima!
Viajei né? É, mas é do meu feitio.

Mas voltando, eu nunca fui de impor um rótulo. Rotular parece tão comum. Como pegar uma caixa de dobradura e por um nome, dar um valor, inserir umas regras e só deixá-la fazer aquilo que está descrito ali. Não! Dá licença, nada moderno, tô fora disso!

Pra que casar, pra que separação de bens ou não? Pra que assinar um papel? "Ah, é bonito, é a lei". Me poupe a lei. Bonito é mostrar que se gosta e não assinar uma folha de papel e acabar com tudo.

Pareço uma frustadinha? Eu sei. Se eu sou assim sem casar, imagina se um dia eu chegasse a cometer a loucura de assinar um papel desses?

Minha concepção é diferente. Se se está bem, se se está feliz, se se sente completo, se a pessoa é boa com você, te cuida, te protege, te ama, te dá valor, faz tudo. Ouça um bom conselho de uma jovem com um pouco de juízo. Não case! Não assine papéis.

O verdadeiro elo do sentimento se faz dentro do coração de cada um e da reciprocidade com que se têm um ao outro. Quantos casais deixam de se amar depois que casam, que assinam um papelzinho qualquer? Até parece uma maldição isso. Tem casais de sucesso, tem, com certeza!

Mas a maioria, e digo isso infelizmente, me perdoem as mulheres. Mas a maioria dos casamentos terminam por que as mulheres, sim AS MULHERES (odeio afirmar isso), deixam subir a cabeça o fato de ter assinado um contrato que diz: "Meu marido, minha esposa". E fazem das vidas reais prisões a céu aberto.

Acabou o lazer, acabou a roda de chop com os amigos, acabou o futebol na sexta, o churrasco na quinta ou sábado. Parece que eu escuto aquela velha frase: "Agora tu tá casado, é um homem de família, do trabalho pra casa por favor!".

Ah, mas espera aí um pouco. O cara casou com a mãe ou com a antiga namorada ou noiva? Por que às vezes eu nem entendo. Parece que assinar um contrato de casamento vira uma substituição de mãe. A mulher, desculpa. A esposa, que mandar! MANDAR! Isso mesmo.
Aiai, eu de novo. Mandar, desculpe repetir, mas me dá nos nervos! Desde quando quem ama manda? Desde quando quem ama maltrata? Desde quando quem ama não deixa o outro viver? Desde quando quem ama não prioriza a liberdade, sua e do próximo?

Eu só posso ter batido com a cabeça quando eu era pequena então. Minha concepção é diferente de tudo isso. Não penso em casamento a não ser para ter um álbum de fotos com a pessoa que eu amo, minha família, melhores amigos e com o Oasis ou Jack Johnson. Aiii, imagina! Ok, recompondo-me!

A união, independente de qual quer que ela seja: ficar, namorar, noivar, casar. Qualquer, ela necessita de respeito. Quando eu digo respeito eu me refiro à: Fidelidade, em primeiro lugar. Depois a liberdade. A liberdade engloba dizer desde um "SIM' quando o seu amado liga e diz: "Amor, hoje eu to querendo ficar sozinho. Um tempo pra mim, podemos deixar para nos ver amanhã ou depois?" até um "Amor, seguinte. Tô indo bater uma bolinha com o pessoal do trabalho, vou chegar tarde hoje tá?".

Complicado dizer sim? Não, é muito simples. Quando se respeita.
"Ah, mas ele pode tá mentindo! Imagina só, se vai ser verdade, homem é tudo igual". Bom, se nem sequer confia na pessoa quando ela pede pra ficar sozinha, será que é amor mesmo?

Eu tenho os meus fundamentos. Sempre respeitei a liberdade, sempre fui compreensiva, sempre fui atenciosa, sempre tentei ajudar a fazer a pessoa não ser só feliz ao meu lado. Mas também consigo mesma ao meu lado. Nunca proibi de nada, quem sou eu pra proibir alguém de alguma coisa nessa vida? Tudo mundo é livre, pra fazer o que quiser.

Mas voltando, o que eu mais desgosto no ser humano é a necessidade que ele tem de rabiscar num papel para tentar representar algo que não se calcula, que não se estima, que não se vende, que não se engana. E eu em refiro a sentimento. Amor e querer bem.

Desculpe a todos as mulheres que leram isso. Mas repensem bem. Vocês preferem um relacionamento bom e agradável sem um rabisco no papel, ou um rabisco? Por que, querendo ou não. Esse tipo de coisa, sempre sobe a cabeça! E faz com que a pessoa se sinta proprietária da outra.

Mas espera aí, aonde diz que se pode comprar algumas sementes de amor e plantar no coração fértil do outro? Em lugar algum né? Então!

Pense apenas em ser feliz. Seja diferente. Não faça igual a todo mundo. Não fique rabiscando seu amor por aí. Ame de coração e não numa simples folha de papel.


GEDIEL, Camila. Fora de contexto. 2010.

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