Hoje à tarde quando sai do banho tive a certeza que as melhores coisas da vida custam menos que qualquer outra coisa. Sai do banho, sequei meu corpo e cabelo, coloquei um vestidinho que mais parece um pijama, o mais confortável de todos, por sinal, fui pra frente do espelho e tirei o restante da maquiagem borrada enquanto ria de minhas próprias caretas na frente do espelho.
Idiotice? Não! Isso é saber feliz com as pequenas coisas da vida. E tem uma frase que Friedrich Nietzsche diz que traduz bem isso: "Aqueles que dançavam foram considerados loucos pelos que não podiam ouvir a música". A pura realidade, traduzida em simples palavras.
É tão bom deitar na nossa própria cama puxar um livro e começar a ler ou, ligar a televisão e assistir nosso programa favorito e saber que não temos mais nada para fazer o resto do dia, senão ficarmos com nós mesmos. Divertindo-nos na nossa própria companhia e nos conhecendo mais do que qualquer outra pessoa.
Que bom o barulho da chuva, o friozinho que entra pelas vidraças e saber que nossos pés estão quentinhos no final do cobertor em cima da cama. Saber que hoje é sábado ou domingo e que nossa tarefa número 1 é apenas descansarmos e fazermos tudo que gostamos simplesmente porque só temos uma tarefa.
Amanhã é segunda-feira e temos que mostrar pro mundo a nossa importância, temos que fazer a diferença entre tantos outros, temos que mostrar quem nós somos, nos dedicar. E canse-se o quanto quiser de segunda a sexta, afinal daqui a pouco vem o Sábado e o Domingo e então é só puxar aquele pijaminha e se jogar na sala com uma panela de brigadeiro e no fim... final de semana.
GEDIEL, Camila. Fim, Final de Semana. 2010.
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