Qual o preço que nós pagamos por um erro? O desperdício de uma última chance para acertar? Talvez. Ninguém nunca sabe qual é a fórmula certa para nada. Penso nisso quase que o tempo todo, antes de pensar em fazer muitas coisas, pois há outras tantas que faço no impulso, totalmente sem pensar. Errado? Não sei, era minha vontade... fui lá e fiz mesmo!
Quem vai pagar por cada erro? Eu! Quem vai brindar a cada vitória? Eu também. Então porque preocupar-se tanto não é mesmo. Sabemos das consequências quase sempre antes de tomarmos muitas atitudes. Difícil é ter a fórmula certa.
Álgebra é batata perto do 'Se eu fizer isso, acontece isso, mas isso também pode, e isso eu não posso deixar acontecer', meu Deus! Faltou espaço na calculadora para calcular os possíveis resultados de tal atitude.
Mas a vida é assim mesmo. Há pouco tempo ouvi aquela frase, ou melhor, li: Tentar e errar, mas não desistir de tentar. E é incrível como essa é a mais pura realidade. Tudo bem, feche os olhos se não quiser acreditar, mas eu a confirmo com: A persistência é o que leva a perfeição. Tudo bem, tudo bem! Parei por aqui com 'frases prontas', como diz meu pai.
A verdade é que é isso mesmo, nunca temos certeza sobre nada, assim como o nada tampouco tem certeza sobre a gente. Tudo é inconstante, é inesperado. E convenhamos, é isso que faz a vida ser mais excitante.
Você rouba um beijo da garota dos seus sonhos e esperava uma bela bofetada no rosto, quando ela em resposta rouba outro beijo de você. Você, sem fé, aposta na loteria e surpreendentemente ganha. Ok. É uma rara possibilidade e, ladroagem ou não, alguém sempre leva a grana toda. Você manda currículo para a empresa dos seus sonhos, faz a entrevista e tem certeza de que não lhe vão chamar, quando toca, repentinamente seu telefone e você é imediatamente contratado.
O gosto, a espera, a delicia do incerto, do inesperado, da dúvida. De tudo aquilo que não podemos ver, mas que podemos imaginar sem que ninguém perceba. E como a gente sonha e idealiza tudo. E, convenhamos mais uma vez: Certo ou errado, como é bom imaginar, melhor ainda é realizar.
GEDIEL, Camila. Sem Fórmula. 2010.
Escrito em 18 de Novembro de 2010.
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