quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Foco

Que vontade de sair correndo ao teu encontro, abrir meus braços e firme em ti rodopiar. Pousar no chão e encher-te de beijos como agradecimento de ter-me feito sentir nas nuvens mais uma vez.

É difícil explicar o que se passa na minha mente quando meus olhos encontram os teus. É um desejo, uma vontade, um descontrole que eu me obrigo a te desviar.

É na brisa do teu caminhar que eu sinto teu perfume. Quase me entrego ao ímpeto de correr atrás de ti, pular no teu colo e pedir para que tu me leves mais uma vez para ver as estrelas que iluminam as noites no teu quarto.

Se o adormecer já é maravilhoso, o que diria eu do despertar? Olhar para lado e simplesmente ver-te ali, de olhos fechados com um traço leve de sorriso no rosto, como quem diz 'eu sei que tu estás me observando'. Enrusbeço-me e me afogo nos teus travesseiros, controlando o desejo, a vontade infinita de te acordar enchendo-te de beijos.

É uma vontade que eu só sei como começou, mas não sei aonde se termina e, tampouco quero saber.

Talvez seja a incerteza continua que alimenta ainda mais a minha certeza de te querer. Não sei ao certo explicar o que se passa aqui dentro. Às vezes meu peito é um dia de sol, outra uma tempestade.

Mas sempre vem um vento, um sopro que leva tudo de volta ao seu lugar. A tempestade vira um lindo pôr-do-sol que acontece simplesmente porque o meu peito enxergou o brilho do teu olhar.

GEDIEL, Camila. O Foco. 2010.
Escrito em 24 de Agosto de 2010 às 21:25.

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